quinta-feira, 11 de maio de 2017

Farmácias chilenas iniciarão venda de remédios à base de maconha

Farmaceutico mostra medicamentos a base de maconha T100 nesta quarta-feira (10) em Santiago, no Chile (Foto: AP Foto/Esteban Félix)
Farmaceutico mostra medicamentos a base de maconha T100 nesta quarta-feira (10) em Santiago, no Chile (Foto: AP Foto/Esteban Félix)

Farmácias de Santiago, capital do Chile, vão começar a vender nesta semana remédios à base de cannabis. Segundo as companhias envolvidas no lançamento, esta é a primeira vez que tais tratamentos serão oferecidos por drogarias na América Latina, informa a agência Reuters.

A produtora e distribuidora canadense de cannabis Tilray disse ter se associado com a companhia local Alef Biotechnology, que é licenciada pelo governo chileno.
O Chile legalizou o uso de maconha medicinal em 2015 e está entre uma série de países da América Latina gradualmente afrouxando leis de proibição de cultivo, distribuição e consumo de cannabis.
“Ao importar produtos medicinais de cannabis da Tilray para o Chile, pretendemos aliviar o sofrimento daqueles em necessidade ao oferecer produtos médicos de cannabis puros, precisos e previsíveis”, disse o presidente do conselho da Alef, Roberto Roizman, em comunicado.
Produtos T100 e TC100 da Tilray estarão disponíveis inicialmente em diversas farmácias em Santiago, sob receita médica. O preço médio de venda será de US$ 310 para um tratamento que dura cerca de um mês, disse um porta-voz.
Até esta semana, pacientes no Chile podiam somente obter maconha medicinal ao importá-la ou a partir de um número limitado de fazendas dedicadas por uma organização de caridade. O Congresso do Chile está debatendo um projeto de lei que pode permitir que pessoas cultivem suas próprias plantas.
A Argentina e Colômbia estão seguindo caminhos similares.
O Uruguai se tornou um pioneiro global quando legalizou o cultivo, distribuição e consumo de maconha no final de 2013. Farmácias no país irão começar vendas legais de maconha recreativa a partir de julho.

Fonte:G1 e Reuters

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página

Arquivo do blog